sábado, 26 de janeiro de 2013

eu deixei algumas roupas penduradas

Quando a tristeza transborda, eu corro para cá. Onde eu me escondo e desabafo em paz, sem julgamentos. Hoje, ocasionalmente, uma pessoa que eu seguia em uma rede social publicou uma noticia da minha antiga cidade. A noticia falava de um adolescente de 15 anos que foi espancado até a morte no bairro que eu morava. Na hora eu senti um aperto no peito, aquela criança tinha uma vida inteira pela frente e por uma besteira tudo foi jogado fora. Mas tarde eu soube, eu conhecia aquele menino. 
As pessoas sempre comentam que depois que alguém morre ela vira santo, mas não era o caso dele. Ele sempre foi, um anjo, meigo, carismático e lindo. 
Sua mãe provavelmente estava em casa achando que o filho voltaria tarde, por isso estava demorando. Seu pai estava preocupado mas sabia que ele era de se atrasar. E de repente, alguém o tirou deles. Que direito aquelas pessoas tinham de tirar a vida de outra? O país é lotado de bandidos e ninguém mexe um dedo para bani-los, enquanto um jovem perde a vida desse jeito. 
Não gosto de misturar a vida dos outros nas minhas histórias, mas ultimamente é tanta gente indo embora antes da hora que eu começo a sentir que a próxima pode ser eu, ou minha melhor amiga, ou alguém tão próximo que nesse momento eu não estaria escrevendo sobre com lagrima nos olhos, e sim, caída no chão me desmanchando de chorar por não saber o que fazer. 


Dedicado a todos que se foram, cedo demais, para cuidar de nós lá de cima. 


"Que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama"

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