quarta-feira, 6 de março de 2013

top 5 cenas para se emocionar em glee


5. Mean


4. Keep Holding on


3. Somewhere only we know


2. Shake it out 


1. Imagine 



domingo, 3 de março de 2013


Conto: A carta sem remetente

Primeiro sábado das minhas supostas férias, minhas expectativas sobre o dias que eu  vivo são sempre baixas, quero dizer, raramente acontece algo fora do comum.
O cheiro de quiabo invadia a casa, para o meu desgosto, esse sábado era a vez de agradar minha irmã na comida. E o som de algum cantor aleatório que meu pai encontrou na internet tocando no volume máximo, bem tipico dele. Eu, por incrível que pareça, mesmo com a minha personalidade forte, mais conhecida como mau humorada da família, me acordei feliz, afinal era apenas mais um dia sem obrigações nenhuma para se viver.
Em minha família, todo mundo é meio esquecido, não os culpo-os, até por que entro nesse grupo eventualmente, a uns dias atrás mesmo tive a capacidade de esquecer o aniversário da minha mãe, sendo que atendi uns vinte telefonemas para ela em uma manha. Sempre uso a desculpa que não é o fato de eu esquecer das coisas e sim, de lembrar das mais importantes. Não, não tentei usar essa desculpa no dia do aniversário da minha mãe, tive vergonha na cara.
Quase todo os dias, em algum momento, eu paro o que eu tô fazendo ou corto minha linha de raciocínio para dizer a mim mesma como eu não tenho nada a ver com a minha família. Meu pai vive fazendo piadinhas desnecessárias que, eventualmente, sempre irritam minha mãe, que é uma pessoa com o pavio curto demais. Enquanto minha irmã é super pacifica porém mente fechada para qualquer ideia que se diferencie a dela. A questão é que, até na minha própria casa eu me sinto um peixe fora d'agua.
Toda vez que vejo minhas amigas falando sobre amor, eu me sinto pobre. Exatamente, pobre. Não consigo tirar da cabeça como qualquer pessoa no mundo já teve mais relacionamentos amorosos do que eu. Minha amiga que eu vi bebê, já teve mais casos que eu. Resumindo, pense na pessoa mais feia do mundo com mais  problemas psicológicos que você conhece, pensou? Então, ela já teve mais relacionamentos que eu.
Quero dizer, essas informações aleatórias que eu acabei de citar passavam sem parar pela minha cabeça, se esbarrando como um cruzamento com sinais abertos em todos os lados. Eu acabara de acordar, fui tomar um banho frio, como fazia normalmente nesses dias de calor, e ao sair fui surpreendida com alguém me chamando no portão. 
Corri até lá, com os cabelos pingando, e me deparei com um carteiro meio estranho. A primeira coisa que eu me questionei no momento que vi ele com cartas foi o quão velho ele era para esse serviço, e o por que, o carteiro estaria trabalhando em pleno sábado. 
O uniforme tinha algo estranho também, parecia algo do futuro, difícil de explicar. Enquanto ele olhava para mim no meu caminho até o portão, me transmitia uma sensação de finalmente, como se ele estivesse me procurando por horas. Me olhou firme e sem exitar disse que tinha um entrega muito especial para mim.
Estava tudo muito estranho, afinal, como ele saberia que era especial, quero dizer, ele era só o carteiro. Mas, como ando meio maluca nos últimos dias, só peguei  a carta que ele parecia tão satisfeito em me entregar e entrei em casa.
Outro pequeno defeito que eu talvez tenha esquecido de citar dos meus pais, é a curiosidade deles, no momento que entrei ambos vieram na minha volta querendo saber o que era aquela carta. O que nem eu sabia ainda. 
Tentei privacidade e me fechei no quarto, minha irmã estava na cozinha estudando com fones no ouvido e nem tinha captado o que estava acontecendo. 
O envelope estava bem lacrado, sem remetente e muito novo, como se tivesse sido escrito a minutos atrás. Antes de começar a ler, dei uma analisada, o texto era breve e estava na cara que eu ia ficar com gostinho de quero mais.
E foi com caneta vermelha e uma caligrafia feia que ali estava escrito:  "O frio continua igual, os nossos lugares já não tem mais a mesma alegria que seu sorriso transbordava, nem a doçura do nosso romance. Sinto falta dessa sensação que você me trazia, de que eu poderia conquistar o mundo.  Acho que ambos seguimos em frente, mas agora tá na hora de voltar. Meu bem, a carta é nova, mas meu amor é velho."


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Boboca da minha parte ainda dividir com os outros o que passa na minha cabeça. Enquanto eu falo teorias sem parar, de por que tenho tal atitude, de por que evito tal coisa, a unica coisa que os outros devem ouvir saindo da minha boca é "sou louca".
Eu juro, eu tento me controlar, mas quando o assunto se torna a minha vida, é bem difícil não citar minhas neuras e psicoses. Parece que quando eu fico calada enquanto comentando alguma atitude minha, eu estou assinando meu atestado de louca varrida, não consigo evitar as explicações. 
Hoje mesmo, um mero colega disse que a solução de tudo seria beber mais, sair para mais festa. Eu ri, todos concordaram e então eu ri mais, mal sabem eles que foi fazendo isso que tudo começou. 
Eu ainda lembro vagamente quando eu costumava ser valente e destemida, sem medo de me arriscar e com toda a desinibição de sobreviver em um ambiente totalmente diferente do meu. Gostaria de saber onde eu perdi essa personalidade tão importante que eu tinha, mas sinto que no fundo, eu teria medo de voltar para busca-la. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

~

- Já imaginou se tu tivesse ficado? Disse ele. 
Essa pergunta é difícil de responder, acho que eu acredito em destino e que tudo acontece por um motivo. A um ano atrás o fim do mundo era sair de lá e hoje eu acho que o fim é voltar. Na época me chamaram de covarde, de filhinha de papai, por abandonar todos só pra não "sair da aba dos pais" e por mais que eu tenha ficado triste, chorado de soluçar, ido no psiquiatra e até me dopado de vez em quanto de tanta coisa que passava na minha cabeça, eu nunca cogitei em ficar. 
Eu não sei o que ele esperava com aquela pergunta, não andávamos juntos a tempos e ia continuar desse jeito se não houvesse tudo mudado. É como minha vó dizia, um dia antes de sua vida totalmente é apenas um dia normal. E ia ser assim, milhões de dias iguais para sempre. 
Eu demorei para perceber, mas agora eu vejo o quão bem isso me fez e fico me questionando se algum dia eu pertenci mesmo aquele lugar. Um grande amigo meu, ao qual sempre me surpreendia com o quanto ele me conhecia, nunca deixou de me lembrar que eu nasci para liderar e nada seria o bastante pra mim. Na época eu ria, aquele bobo, falava tanta coisa só para me agradar, por que daquela vez seria diferente? 
Mas hoje eu vejo, eu sinto toda essa grandeza pronta para mim conquistar. Quanto eu ia demorar para desejar tudo isso que hoje eu quero? Quanto tempo eu ia me contentar com tão pouco? 
Então eu respirei fundo e com a certeza acompanhando cada letra que eu pronunciava, disse:
- Se eu tivesse ficado, não seria por muito tempo. 

feel the day







quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

- E ai?
- Oi
- Tudo bem? Curtindo muito as férias?
- Mais ou menos
- Que má vontade é essa?
- Ah, quer saber? Tô meio cansada.
- Cansada de que? Tu não faz nada. 
- Sei lá, me deixa, só quero ficar sozinha.
- Pensei que tu já fosse.
- O que?
- Sozinha. 

-

E quando abri os olhos, percebi que eu havia adormecido, na tentativa de pegar uma corzinha no verão, eu dormi no meio do meu pátio. Acho que eu nunca tinha feito algo assim, mesmo sem querer, abrir os olhos em direção ao céu e observar. 
De repente tudo que eu sentia, minha dores e agonias desapareceram como o sol que eu pegava, as nuvem se moviam devagar e eu só esperava que elas me diriam algo. Não sei, talvez, formarem um rosto, um coração, uma imagem que me desse vontade de seguir. mas não.
Elas apenas se mexiam como se fossem a algum lugar, como se fossem me guiar, as vezes perdia algumas de vista por desviar, escorriam algumas lagrimas em meio as olhadas, não de tristeza, fruto dos raios solares, creio eu, ou por eu estar sem óculos, quem sabe. 
Logo eu tive que sair de lá, sabe como é, em casa sempre se tem algo a fazer, mas aquela sensação me perseguiu por dias, alias, acho que ela ainda não me largou...



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

nós

"E nós rimos. Rimos do que fazia-nos chorar a dois anos atrás. Rimos por que percebemos que tudo mudou e só uma coisa permaneceu igual: Nós."

domingo, 27 de janeiro de 2013

musicas da semana





“Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te."

- Pitágoras  

sinto demais

Eu sinto muito pelo jeito que aconteceu, eu entendo, cada um tem sua hora mas eu sinto. Sinto muito pela dor que você sentiu, por cada batida que você recebeu, por cada falta de ar que você passou.
Eu sinto por você ter previsto a morte chegando, por você ter se sentindo inútil e indefeso, eu sinto. Eu sinto muito por todos terem te visto em um estado deplorável, por todos não terem esperanças que você sobrevivesse, eu sinto.
Eu sinto por você não ter envelhecido, por você não ter casado, tido filhos ou se formado. Sinto muito por não poder fazer nada, por não poder me despedir, por não poder trocar de lugar com você. 
Sinto muito pelas piadas, pelas pessoas que tentam culpa-lo por o que aconteceu, por pessoas que tentam justificar as tragédias, por quem não sabe e fala demais.
Eu sinto muito, com todo o meu coração, pela sua mãe e seu pai, que te esperaram e você não chegou mais. Eu sinto por eles terem recebido uma ligação trágica, por eles terem que enterrar um filho, por eles perderem uma pessoa tão especial como você. 
Eu sinto muito de verdade e o que mais me dói, é apenas poder sentir. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

eu deixei algumas roupas penduradas

Quando a tristeza transborda, eu corro para cá. Onde eu me escondo e desabafo em paz, sem julgamentos. Hoje, ocasionalmente, uma pessoa que eu seguia em uma rede social publicou uma noticia da minha antiga cidade. A noticia falava de um adolescente de 15 anos que foi espancado até a morte no bairro que eu morava. Na hora eu senti um aperto no peito, aquela criança tinha uma vida inteira pela frente e por uma besteira tudo foi jogado fora. Mas tarde eu soube, eu conhecia aquele menino. 
As pessoas sempre comentam que depois que alguém morre ela vira santo, mas não era o caso dele. Ele sempre foi, um anjo, meigo, carismático e lindo. 
Sua mãe provavelmente estava em casa achando que o filho voltaria tarde, por isso estava demorando. Seu pai estava preocupado mas sabia que ele era de se atrasar. E de repente, alguém o tirou deles. Que direito aquelas pessoas tinham de tirar a vida de outra? O país é lotado de bandidos e ninguém mexe um dedo para bani-los, enquanto um jovem perde a vida desse jeito. 
Não gosto de misturar a vida dos outros nas minhas histórias, mas ultimamente é tanta gente indo embora antes da hora que eu começo a sentir que a próxima pode ser eu, ou minha melhor amiga, ou alguém tão próximo que nesse momento eu não estaria escrevendo sobre com lagrima nos olhos, e sim, caída no chão me desmanchando de chorar por não saber o que fazer. 


Dedicado a todos que se foram, cedo demais, para cuidar de nós lá de cima. 


"Que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama"

feel the day






a certeza

- Quanto tempo guria!
Disse ele com seu sorriso torto e os dentes amarelados do seu cigarro. Estava mais magro, mais do que deveria, e com olheiras profundas de quem não dormia a dias. 
- É verdade. 
Foi tudo que eu consegui dizer sem me jogar ao seus pés verbalmente, tentei não ser grossa, mesmo ele merecendo uma resposta bem mau educada. 
O silencio se estendeu por alguns minutos enquanto minha garganta secava por não saber o que dizer. Ele sorriu mais uma vez e como quem esperava ouvir algo de mim disse entusiasmado:
- E como você está? Namorando muito?
Tomei um gole do meu suco para me acalmar, mesmo com a vontade de jogar qualquer objeto pesado na cara dele para tirar aquele sorriso malandro de seu rosto. Naqueles segundos eu só conseguia pensar o quão infeliz aquela pergunta era. Ele já sabia a resposta, sabia que eu nunca encontraria  ninguém que conversasse horas a fio comigo, ninguém que escutava as musicas ruins que eu ouvia só pra me fazer feliz, ninguém com o mesmo senso de humor que o meu, enfim, ninguém como ele. 
- Estou bem, obrigada por perguntar. 
E o silencio se fez novamente. Não era vergonha de dizer que eu estava solteira, sozinha e muito carente, era só necessidade de não dizer exatamente o que você queria ouvir. 
- A gente deveria marcar alguma coisa algum dia...
Rapidamente olhei para o relógio, percebi que ainda era cedo mas fugir era o único modo de eu não fazer algo que iria me arrepender. Levantei a cabeça, olhei nos seus verdes irresistíveis e com um tom de certeza na voz eu disse:
- Não. 
E foi aquele não que deu a certeza, para ambos, ele não me tinha mais em suas mãos. 

solidão é um estado de espirito

Não novidade eu me sentir sozinha, alias, já deveria ter me acostumado. A vida é assim, você pode estar cercada de pessoas e sentir-se a maior solidão do mundo. As vezes eu até esqueço, me iludo, quando passo muito tempo com pessoas ao meu redor mas no fim caio na realidade e percebo que só estou ali por pura insistência minha e, se por acaso, eu tivesse ficado em casa ninguém sentiria a minha falta.
Há dias como hoje também, que eu estou dentro de casa com a minha família ao redor e simplesmente me sinto em outro planeta, como se eu não pertencesse a essa casa, a esse lar. 
Dias, ao qual, eu daria tudo para sair de casa mas ninguém esta disponível para mim, ninguém se sacrifica por mim, ninguém nem ao menos cogita na minha pessoa. 
Dizem que solidão é passageiro, é como uma dor de cabeça prolongada, você sabe que um dia vai terminar mas enquanto ainda a sente, parece uma dor inacabável. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

no fim, é sempre pena

Não era a mais bonita, nem a mais charmosa e muito menos a mais "gostosa" do recinto. Alias, no meu gosto eu poderia dizer que ela não era grande coisa, mas quem era eu para dizer? Também já tinha caído nos seus encantos. 
Era um dom que ela tinha, não sei desde quando, talvez nascera com ela. Um poder de persuasão que qualquer pessoa que jogasse uma conversa fora ou simplesmente cruzasse com ela na rua, sentia. Não era nada do que ela falava ou fazia, mas sua presença despertava um interesse em todos. 
Eu fui a primeira, digo, a primeira do meu grupo de conhecidos. Na época eu não percebi esse dom especial mas de cara percebi que não tinha futuro. Ela era muito durona e eu também, nunca funcionaria. Mas quando nos tornamos só amigas foi quando eu entendi de verdade, todos tinham uma sede dela, uma gana de ficar ao lado dela, como se fosse uma sensação de poder, uma sensação que eu não tinha (e nem queria).
Ela conseguia namorar alguém, ao mesmo tempo pegar todos os caras da cidade e todas as meninas que ela conhecia, no começo não pude deixar que titular ela como uma ordinária, digo, vagabunda mesmo, me perdoem as palavras mas no fundo não era isso. Não é que ela quisesse aquilo, ela apenas conseguia, sem nenhum esforço.
No fundo acho que eu sentia inveja dela, por ter todos, e ao mesmo tempo pena, por precisar de toda aquela atenção. E é como eu sempre digo: pena é o pior sentimento de todos. 



ta chovendo dentro dela


Eu a vejo atravessar o bar com a tristeza a lhe guiar. Desce a bebida mais forte que o dinheiro dá pra comprar. Como seguirá em frente, presa a essa dor? Mais um gole pra garganta pra esquecer o que passou.
Vejo lágrimas no olhar, vejo gente a rodear. Coisa que ninguém explica, que o mistério faz calar. Tá chovendo dentro dela, quase que um temporal, remoendo mil mazelas de um romance sem igual. Como vai fazer agora, sem o seu amor? Vai ter que ter o tempo pra lidar com o que passou.Fica a história pra contar, fica a lembrança que habita, onde não se consegue tocar, onde nada mais se modifica. Fico olhando, ela disfarça. Pega e acende um cigarro, alguém reclama da fumaça, de graça ela pede mais um trago. O garçom ignorante bate o copo e diz: -Cabou! Ela não discute e vai embora, como se engolisse o que passou.Passou, como tudo passa e algo em tudo o que passa fica. Passou porque tudo passa porque tudo se pacifica!
- Scracho  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

ainda escrevo sobre ti

Eu até imagino como seria o momento, caso você lesse um texto que eu escrevesse, ou quem sabe um livro.
Você teria a certeza absoluta que cada letra foi escrita pensando em ti, se isso fosse a anos atras eu ia ficar devastada. Alias, ia morrer de vergonha. Mas hoje não. Hoje em dia, eu faria questão que você descobrisse o que eu senti por você. Isso mesmo, senti.
O motivo de até hoje eu escrever sobre você, não é por te amar. Longe disso. Não te amo à anos, aquele tempo foi sofrido e só eu sei o quanto.
Naquela época eu era mal resolvida, não me amava o bastante e não tinha nada. Ainda escrevo sobre ti, por que ninguém no mundo foi capaz de me fazer sentir tão mal comigo mesmo.
Ainda escrevo sobre ti por que, graças a deus, eu nunca mais tive uma desilusão amorosa tão grande. Mas tudo bem, alias, tudo ótimo. 
Ainda escrevo sobre ti, por que atualmente, eu sou feliz, tenho amigos de verdade, tenho algo para amar, e esse algo não é você e nem outro ser, e sim, eu e o meu futuro que eu nunca consegui enxergar de verdade. 
Ainda escrevo sobre ti, por que tudo anda tão bem, e como dizem, felicidade não faz arte.

nós

Se algum dia, por algum azar (ou sorte) do  destino, eu acabasse sozinha contigo em algum lugar, onde você não fosse tentar se aparecer para o seus amigos, onde ninguém estaria cuidando nós dois para ver o que ia acontecer, onde minhas amigas não estivessem por perto para dizer que você é um problema e a minha consciência e meu orgulho tivessem, por acaso,  ficado em casa; Eu diria, sem exitar,  como "nós" me faz falta (e você exitando diria também). 




sábado, 5 de janeiro de 2013

musica da semana

"Houve um tempo, eu conheci uma garota de um tipo diferente, dominávamos o mundo, pensei que nunca mais iria perdê-la de vista, nós éramos tão jovens. Eu penso nela agora e depois, ainda ouço a canção me lembrando..."


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

raro momento

E tem coisa pior do que ouvir aquela musica que lembra uma saudade? Digo, é bom, dependendo do momento. Existem aqueles momentos que você esta jogando papo fora com pessoas que não significam nada de especial e ao fundo toca certa musica, mal dá para escutar as palavras pronunciadas nela, mas dá pra sentir o som, o momento, as lagrimas enchem os olhos e você tem vontade de implorar para que todas as pessoas do recinto calem suas bocas, tranquem suas respirações só para você ter a oportunidade de escutar com clareza e, nos seus pensamentos, se teletransporta para aquele momento bom, onde as pessoas eram todas especiais e os sorrisos nos rostos transbordavam sentimento. 
A saudade é tão traiçoeira, só vem visitar quando não estamos esperando, quando achamos que superamos. Mas, quem nós achamos que somos, para conseguir superar uma (rara) felicidade. 
O estranho é que a oportunidade me batia a porta e eu estava com receio de abrir. Me deu um desespero, um aberto no coração, como se eu fosse ficar infeliz em ter tudo que eu desejo. É estranho e, diga-se de passagem, muito covarde da minha parte.

- Você merece alguém legal. Disse ele. E aquelas palavras ecoaram na minha cabeça como um aviso. Eu concordei: - Eu sei e você também merece. 
O silencio plainou por horas e foi ai que eu entendi. Nós dois merecíamos pessoas legais, por isso, não servíamos um para o outro. 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012

 Dois mil e doze foi um ano de altos e baixos, tive meses que cai em uma depressão profunda por ter mudado de cidade e cheguei a ficar dias sem botar o pé fora de casa mas, ao passar dos meses, entendi que foi pelo meu bem. 
Demorei mas consegui tudo que eu queria, estou aonde eu sempre sonhei e as pessoas que gostavam de mim de verdade não se afastaram.
Conheci pessoas que eu achei que eram amigas e no fim me decepcionaram, conheci pessoas que eu achava que não iam ser meros colegas e agora não me imagino sem, adotei um cachorro de rua por caridade e agora sou totalmente apaixonada por ele, descobri que beleza não é nada quando comparado com outras qualidades e que existe muito mais para mim nesse mundo do que eu sempre desejei. 
Todo o final de ano, para mim, é igual mas esse é diferente. Esse ano mudou minha vida e eu sempre vou ser grata a ele. Espero ter 80 anos e lembrar como 2012 mudou toda minha expectativa de vida, todos meus sonhos e meus pensamentos. Cai de cara no chão várias vezes, chorei, achei que era o fim do mundo mas não, muito pelo contrario, descobri era o começo de tudo. 
Adicionei algumas fotos do ano com uns videos com musicas que tem um valor especial no ano. Feliz fim de ano e VEM 2013!



















sábado, 29 de dezembro de 2012

feel the day


Engraçado como coisas boas são contadas de forma rápida enquanto as tristes dão longas, detalhadas e dolorosas histórias...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

mi prefiero por ser yo

Eu espero, com toda as minhas forças, que não exista essa história de alma gêmea por que senão eu estou ferrada. Eu sei que esses relacionamentos na juventude quase nunca levam a nada mas só em pensar que a unica vez que eu conheci alguém que eu realmente gostei de verdade foi com 14 anos me deixa muito deprimida. Talvez seja uma questão de eu ter um imã inverso para qualquer pessoa com a chance de se dar bem comigo ou eu simplesmente nasci para viver sozinha. 
É engraçado como qualquer pessoa que eu conheço pensa em casamento e filhos quando eu penso em ter um apartamento pequeno, decorado do meu jeito e com uns três gatos. As pessoas costumam dizer que a qualquer momento eu vou conhecer alguém que vai mudar tudo que eu ja pensei na vida, pois então, em dezenove anos isso nunca aconteceu. Já me envolvi com pessoas, obvio, já tive pseudo relacionamentos e já adorei muita gente, mas nunca me imaginei com ela por mais de um mês. 
Acho que no fim, eu vou acabar ficando junto da unica pessoa de nunca me abandonou na vida: eu mesma. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

little love: James








Filmes para a vida: As Vantagens de Ser Invisível

O sentimento de identificação com esse filme começou com o trailer, alias, começou com uma frase: "Eu não falei com ninguém além da minha família o verão todo." Meio triste, eu sei, mas foi a realidade do meu verão passado. 
Eu cai em uma depressão profunda quando mudei de cidade e quando vi essa frase achei que o filme ia ser minha história de vida. Bem, não foi mas, isso não deixa o filme menos excelente.
A história é simples mas que foi aplicada da forma menos clichê de todas, o cinema da cheio de adolescentes excluído que fazem amizades na escola. Essas amizades eram diferentes, a essência era diferente, o primeiro amor era diferente. 
Uma das coisas mas especiais que o filme retrata é como o protagonista, Charlie, é especial. Digo, no bom modo, ele é educado, tem bom gosto musical e é bonito, mas a falta de confiança nunca o fez se destacar. Nessa parte, particularmente, eu não me identifico muito. Meus amigos sempre me disseram que eu nasci para liderar e ser notada, mas eu penso em todas as pessoas no mundo que tem mesma história do Charlie, viram o filme e de repente agora estão fazendo algo para mudar. Não sei, é mais uma dessas teorias que eu tenho que nem eu mesma acredito direito. 
Entre os principais também está a Sam, uma menina que não sabe valorizar que merece e seu meio irmão, Parick, que é interpretado por que ninguém mais, ninguém menos, que Ezra Miller. Ezra é um dos meus atores atuais preferidos, é um fofo e o personagem dele também transmite uma lição muito importante no filme: Quem quer mesmo dá um jeito, quem não quer arranja uma desculpa.
Enfim, sem mais delongas, super indico o filme, esta na lista dos meus favoritos, e por ultimo, uma frase marcante do Charlie e que eu só conseguir entender a essência dela depois de ver o filme:
"A gente só aceita o amor que acha que merece."


domingo, 23 de dezembro de 2012

natal e outras festas.

Acho que eu sou a pessoa com menos espirito natalino do mundo. Não faço questão de presentes, de reunir a família e muito menos de ceia. Se tem algo que eu odeio no mundo, é ceia de natal. Comida quente com comida gelada, ou comida que se come quente, comendo-se gelada. Simplesmente, não faz sentido.
Essa história de jogar papinho fora com gente que, além do sangue, não tem nada em comum com você. Eu, particularmente, sou a pessoa mais antissocial do mundo, principalmente com quem eu não tenho assunto.
Ter que contar dez vezes sobre a mesma coisa, sobre a faculdade, sobre não ter um namorado ainda, sobre ter engordado. Os parentes falam as coisas como se não tivéssemos espelho em casa.
"Engordei? sério? Tô sem namorado também? Nem tinha notado tia."
Enfim, natal para mim é pura furada, não gosto, não curto e não recomendo. Feliz natal a todos (ninguém) que lê o blog, já que é natal, vá ser feliz!

sábado, 22 de dezembro de 2012

feel the day





little love: Jasmine





Fabrício, só você me entende, Carpinejar.

"E quanto à beleza? Você acha que ele é um componente importante nas relações?
- Eu acho que a beleza das palavras é fundamental. Se você sabe falar no ouvido, no ritmo certo do vento, fazer pausa, criar melodia, você vai se tornar automaticamente bonito. Porque a mulher fecha os olhos para sentir prazer, a voz são os olhos abertos da mulher."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

feel the day










uma história sobre religião

Certa vez, não sei por que raios, o destino quis me mandar para uma cidade grande. Tirou-me do meu conforto, da linha de vida de todos os cidadãos em crescimento da minha cidade e me levou para uma capital. Foi lá que eu coloquei na minha cabeça que eu ia estudar em uma faculdade federal, custe o que custasse. Mas não é sobre isso que a história se trata.
Antes de estudar na universidade que eu estudo agora, eu estudei um semestre em outra. Era um campus pequeno, em uma cidade que é quase um distrito aqui da capital. Quando cheguei no primeiro dia, todos pareciam legais, mas o que me assustou foi que todos pareciam pessoas do interior, mesmo somente eu, sendo do dito cujo.
Pois bem, não é sobre isso também que a história se trata. Eu sou uma pessoa que estudei em colégio de freiras, fui a várias missas e celebrações cristãs na minha vida e mesmo assim, não consegui me tornar muito religiosa. Eu meio que não acredito em nada e acredito em tudo ao mesmo tempo. E foi nessa faculdade, que eu percebi que todo mundo era de alguma religião e ia na missa, ou na celebração tipica de sua igreja toda a semana. Me senti mal, alias, um lixo quando percebi isso. Jurei que minha família tinha me criado errado, pois eu não era apegada a nada depois de adulta.
Nem comentei sobre eu ser "descrente" com os meus colegas mas, ao longo da convivência  percebi algumas atitudes que me incomodaram.
Deus queira que nenhum deles leia isso e se identifique mas, é difícil guardar para si mesma esse tipo de coisa, até por que, com a minha memória, eu iria esquece-la e eu pretendo contar para meus futuros filhos sobre isso.
Um dia como outro qualquer eu voltei na faculdade ao qual eu expliquei anteriormente, fui visitar, meu melhor amigo estudava lá ainda, então nos sentamos em uma mesa na cantina para jogar conversa fora.
Ao longo das horas, percebi que incansavelmente todos na mesa só sabiam falar mal dos ausentes. Me incomodei um pouco com aquilo, eu sei, falando assim parece que sou uma santa, mas não sou não. Também falo mal de quem eu não gosto, o que me incomodou foi falarem mal de todo mundo. Alias, eu já tava com a certeza que na minha ausência, falavam mal de mim também.
Foi ai que eu parei, bloqueei meus ouvidos como aquelas cenas de filmes e tive um dialogo bem sério comigo mesma:
- É sério que você se sentiu culpada por não crer em nada? E esse pessoal ao seu redor que acreditam em milhares de coisas e não pregam nada? Quem Deus prefere?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

feel the day






vazio


Sentir saudade é não saber. Não saber o que fazer quando toca aquela musica que lembra aquele momento, não saber segurar um sorriso quando vê uma lembrança, não saber seguir sem ter vontade de voltar. Saudade é vazio, é caber um monte de coisa e nenhuma se encaixar. 



new little love: James





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Martha, muito sábia, Medeiros.


"Ao lado da minha escrivaninha, onde fica o meu computador, há um sofá repleto de livros, revistas e jornais, e que também acomoda o gato aqui de casa. É onde ele se instala quando está carente ou está com fome. Quando está carente, é um santo. Fica quietinho, perto de mim, e dorme a tarde inteira. Mas quando está com fome é um inferno.  Fica miando com insistência e não sossega até que eu vá com ele à área de serviço onde fica seu prato. Só que no prato sempre tem comida. Por que tenho que ir junto? Ora, porque ele quer que eu coloque um pouco mais. Nem que sejam duas partículas extras de ração, é preciso que ele veja que está sendo colocado mais. O que está no prato não basta.

Eu estava aqui sem assunto, o que não é nenhuma novidade, quando meu gato se aproximou e começou a miar. Em vez de jogar um chinelo nele (estou brincando, estou brincando), olhei bem dentro de seus olhos e pensei: será que esse bichano, em vez de azucrinar, não me rende alguma crônica? Será que todos os gatos são assim voluntariosos? Por que diabos ele tem que ver o prato sendo abastecido a cada vez que deseja comer, se ali já tem comida suficiente?

Algum expert em felinos há de elucidar esse mistério, provavelmente estou errando em alguma coisa. Mas um profissional ligado às ciências humanas talvez me saísse com essa: ele apela para o dengo porque  precisamos de constantes demonstrações de amor. Homens, mulheres e, pelo visto, gatos também. Você sabe que é amado, o amor já lhe foi entregue, está ali, no seu prato. É todo seu. Em caso de dúvida, é só chegar e pegar seu quinhão, nunca vai faltar. Serve assim? Não serve. Você quer a renovação diária de declarações, quer ouvir "eu te amo" todos os dias, quer ser mimado, cuidado, quer que os outros parem de trabalhar para lhe dar atenção, quer que reparem sua fome, quer se sentir importante. Em suma, quer que seja colocado mais amor no seu prato, de quatro a cinco vezes por dia, todos os dias.

Eu amo o Nero - é como ele se chama. Eu o adotei , o trouxe para casa, deixo que ele se enrosque no meu edredom, que afie as garras nos meus móveis, que mastigue minhas plantas e que brinque com minhas lixa de unha. Como moro em edifício, fecho todas as janelas para ele não saltar (mesmo no auge do calor), o levo para tomar banho (principalmente no auge do calor), compro ração da melhor qualidade e de vez em quando até dou a ele uns pedacinhos de filé mignon extraídos do meu próprio almoço, o que ninguém recomenda fazer, mas faço. Encho o bicho de carinho, de cafuné, de olhares afetuosos - não é qualquer um que consegue isso de mim. O Nero consegue, e ainda assim é inseguro. Pelo visto, carência é uma enfermidade universal. Nem os gatos, tão altivos e superiores, escapam."

coitada!

Sempre achei (e ainda acho) que o pior sentimento do mundo é a pena. Você pode me odiar, não me suportar, querer me ver morta, mas por favor, eu te peço, não sinta pena de mim. 
Mas ainda pior que alguém sentir pena de você, é você sentir pena de si mesma. A pena tem um efeito colateral gravíssimo: você sempre acha que a pessoa é uma coitada. 
"Coitadinha". É mesmo? por que? Por que não conseguiu algo que queria muito? Se não foi, não era pra ser, essa é minha teoria. Simples. 
As vezes, nos meus momentos mais depressivos eu até, por alguns minutos, sinto pena de mim. Nada dá certo, eu não arranjo ninguém que me ama, minha família vive um caos, mas pensando melhor, podia ser pior né? Eu até consigo dar umas boas risadas da minha desgraça. Acho que é isso que a vida se trata, quando não sobrar mais nada, ria da desgraça.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Gatos

Eu até tento, mas nunca consigo confiar em pessoas que dizem que não gostam de gato. A pessoa pode ser legal, simpática, de bom caráter mas, se não gosta de gatos, bom moço não pode ser. 
Vou admitir que esse meu amor por gatos é recente, começou na adolescência, antes há histórias minhas de maus tratos com cada gato que eu ja tive. Eu sei, feio da minha parte, mas eu era criança e nunca tinha acontecido algo comigo como aconteceu, e eu vou contar agora. 
La pelos meus 11 anos, eu passava frequentemente as férias na casa da minha avó, na minha cidade natal. Eu era a neta mais nova, então, o xodó de todos meus tios. Um dia estava eu, bem bela, na casa de uma das minhas tias que tinha uma gata que ocasionalmente estava com um filhotinho. Magro, raquítico e com uma aparência muito abatida. Logo, perguntei para minha tia o por que ele estava assim e ela, friamente me respondeu: - Daqui a pouco ele morre. 
Aquela frase entrou na minha cabeça e deixou-me a noite inteira acordada, mas seria possível, um filhotinho sem nenhuma doença morrer do nada e ninguém fazer nada?
Pois bem, minha mãe foi me buscar alguns dias depois e ela é simplesmente apaixonada por gatos, teria uns cem se pudesse. Comentei a história, meu pai odiou a ideia mas estava decidido, o gato ia voltar com a gente! 
Fui para o quarto para pegar minhas coisas e na tv, mais precisamente, no canal multishow, passava o video clip "my love" do Justin Timberlake. Então fechou, o gato vai e o gato se chama Justin. 
Mal sabia eu o que aquele gato mudaria na minha vida, sabe quando você conhece alguém que parece que é de outras vidas? Essa é a sensação que eu tinha com o gato, alias, tenho ainda. 
Ele me olhava com cara de quem já me conhecia, já me amava...e eu, o amava de volta!
Depois disso acho que eu comecei entender os gatos e o jeito "na deles", no fundo mesmo, eles só se abrem com quem confiam, com quem amam. 
Hoje eu tenho o Justin, a Greta que veio alguns anos depois, um gatinho que eu chamo de James que só vem visitar o meu patio e estou a procura de um gato preto pra adotar, por que eu acho que trás sorte! 

little love: Greta




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Caio Fernando, gênio, Abreu.

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás."

quando os outros falam por ti

Li. Parei, li de novo e a unica coisa que me passava na cabeça era sobre o quanto aquele texto falava tudo que eu sempre quis dizer, que eu quero dizer e o que eu vou continuar com vontade de dizer pelo resto da vida. 
Pode ser que as coisas mudam, que eu seja uma pessoa feliz, realizada, apaixonada mas ainda vou pensar naquele texto como o que melhor me descreve no mundo. Como se eu fosse personagem de uma novela e aquela fosse minha trilha sonora, na dor ou na alegria.